{"id":500,"date":"2021-09-20T20:20:42","date_gmt":"2021-09-20T23:20:42","guid":{"rendered":"https:\/\/ceam.cdtc.unb.br\/index.php\/historias-cruzadas\/hcpg10_aldo_paviani_rfcarta-2\/"},"modified":"2021-09-22T16:20:53","modified_gmt":"2021-09-22T19:20:53","slug":"hcpg15_bernardo_mota_lscarta","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/memoria.ceam.unb.br\/index.php\/historias-cruzadas\/hcpg15_bernardo_mota_lscarta\/","title":{"rendered":"hcpg15_bernardo_mota_LScarta"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"27\" src=\"https:\/\/ceam.cdtc.unb.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/cabecalho01_historias_cruzadas-1024x27.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-553\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<style id=\"kt-blocks_e6a06f-69\">#kt-adv-heading_e6a06f-69, #kt-adv-heading_e6a06f-69 .wp-block-kadence-advancedheading, .wp-block-kadence-advancedheading.kt-adv-heading_e6a06f-69[data-kb-block=\"kb-adv-heading_e6a06f-69\"], .kadence-advanced-heading-wrapper .kt-adv-heading_e6a06f-69[data-kb-block=\"kb-adv-heading_e6a06f-69\"]{text-align:center;color:#167abe;}<\/style>\n<h5 class=\"kt-adv-heading_e6a06f-69 wp-block-kadence-advancedheading\" data-kb-block=\"kb-adv-heading_e6a06f-69\">Bernardo Mota &#8211; CARTA DE UMA AMIGA por Ludymilla Santiago<\/h5>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"--col-width:5%;flex-basis:5%\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"--col-width:115%;flex-basis:115%\">\n<p>Nunca imaginei que falar sobre um amigo seria t\u00e3o dif\u00edcil assim. Mas j\u00e1 que fui a escolhida espero aqui demonstrar o que sinto e penso sobre voc\u00ea, Bernardo Motta!!! Confesso que quando lhe conheci tive v\u00e1rias impress\u00f5es malucas a seu respeito, e uma delas era achar que voc\u00ea era um garoto insuport\u00e1vel e metido. Mas tamb\u00e9m esse distanciamento foi importante para que eu te observasse de outro modo, e assim ir descobrindo qualidades que quando n\u00e3o somos pr\u00f3ximos t\u00eam outro tipo de conota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Nossa hist\u00f3ria come\u00e7a por conta do movimento social de travestis e transexuais, pois at\u00e9 aonde sei, quando voc\u00ea chegou, eu j\u00e1 tinha come\u00e7ado minha jornada, ainda bem que aqui vamos falar de voc\u00ea e espero que as pessoas n\u00e3o descubram minha idade com isso! Que bom que n\u00e3o sou boa com datas, pois tentei lembrar por v\u00e1rios dias antes de come\u00e7ar a escrever esse texto coisas que nos interligam de alguma maneira. E sendo assim o movimento social \u00e9 respons\u00e1vel por nossa aproxima\u00e7\u00e3o, pois quando come\u00e7amos a falar de homens trans dentro desse movimento, pude ver como algumas quest\u00f5es que perpassam o corpo travesti e o corpo trans feminino eram tamb\u00e9m viv\u00eancias de um corpo trans masculino. E ter ou ver esse movimento hoje conhecido como o movimento de homens trans ou de transmasculinos, me fez entender o quanto esses corpos tamb\u00e9m s\u00e3o especiais dentro de um contexto que foge totalmente da  CISHETERONORMATIVIDADE, e hoje com a mais absoluta certeza temos um discurso \u00fanico de que \u201celes que lutem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Hoje ver sua trajet\u00f3ria, a meu ver iniciada no IBRAT (Instituto Brasileiro de Transmasculinidades), faz com que eu possa estar aqui falando coisas a seu respeito de uma forma respeitosa e fraterna e que espero que tome uma dimens\u00e3o inimagin\u00e1vel, j\u00e1 que \u00e9 apenas um pouco da minha vis\u00e3o sobre quem \u00e9 esse garotinho que em alguns momentos \u00e9 mega ansioso com suas atividades e com quest\u00f5es sobre sua vida. Estamos em um momento da vida que nem imagin\u00e1vamos, eu acho, pois como disse, eu n\u00e3o acreditava que \u00edamos nos aproximar tanto assim. Pois de fato o mundo d\u00e1 voltas e o destino nos prega pe\u00e7as, at\u00e9 porque agora estamos juntes em um mesmo coletivo fazendo com que as pautas da nossa popula\u00e7\u00e3o sejam vistas, revistas, repensadas, consideradas, respeitadas e milh\u00f5es de outras coisas que juntes estamos fazendo com outres colegas que temos em comum. E em breve mais um coletivo ir\u00e1 surgir e estaremos l\u00e1 como institui\u00e7\u00f5es diferentes. Mais, mas uma vez juntes. Tudo bem que j\u00e1 trabalhamos juntes representamos diferentes espa\u00e7os e coletivos, s\u00f3 que nunca de uma forma t\u00e3o misturada assim. Tudo bem que precisamos melhorar nossa aproxima\u00e7\u00e3o social, pois nos vemos mais nos espa\u00e7os pol\u00edticos e no front de batalha do que qualquer outra coisa, n\u00e3o \u00e9 mesmo mocinho? Apesar, que n\u00e3o \u00e9 isso que me faz achar, que n\u00e3o fa\u00e7o parte da sua vida, pois conhecer sua m\u00e3e e alguns outros familiares seus me trouxe ainda mais certeza de que essa aproxima\u00e7\u00e3o pode e deve ser duradoura e para coroar esse sentimento conhecer sua companheira ainda me traz muito mais para perto de voc\u00ea. Sendo assim n\u00e3o d\u00e1 para n\u00e3o dizer que tens MUITO BOM GOSTO, e ver voc\u00ea e Mariana Motta juntes me faz acreditar que o AMOR \u00e9 poss\u00edvel, e n\u00e3o estou aqui romantizando os contos de fadas, pois a meu ver voc\u00eas n\u00e3o s\u00e3o aquele casal cisg\u00eanero \u201cconvencional\u201d, ou melhor, performados por uma sociedade hip\u00f3crita na qual temos que estar, at\u00e9 mesmo porque conviver, estamos aprendendo a cada dia que passa, que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio e que n\u00e3o somos obrigados a isso, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n\n\n\n<p><br>Sendo assim vejo que nossas trajet\u00f3rias ainda se cruzar\u00e3o por diversas vezes contando e trazendo v\u00e1rias conquistas para nossas vidas e para nossa popula\u00e7\u00e3o. Sei que em alguns momentos podemos nos estranhar, discutir, brigar, se desentender e at\u00e9 ficarmos sem nos falarmos, mas tamb\u00e9m n\u00e3o acredito que todas as amizades ser\u00e3o sempre s\u00f3 amor, at\u00e9 mesmo porque esse sentimento n\u00e3o \u00e9 inerte. E temos que cultivar isso a todo o momento para que o sentimento permane\u00e7a, se fortifique e se engrande\u00e7a. Ent\u00e3o fica a dica que amiges tamb\u00e9m se repulsam em algum momento. E que \u00e0s vezes trilhamos caminhos que nos distanciam, mas vejo isso como uma coisa natural ainda mais se for feito com respeito.<\/p>\n\n\n\n<p><br>E acho melhor eu parar por aqui para n\u00e3o come\u00e7ar a entregar alguns contextos que nem todes precisam saber (brinks, n\u00e3o seria eu se n\u00e3o fizesse isso). Te acho um carinha incr\u00edvel e espero ter cumprido com o meu papel em rela\u00e7\u00e3o a essa homenagem, pois estava em viagem de milit\u00e2ncia e voc\u00ea sabe o que \u00e9 isso, mas n\u00e3o podia deixar de gestar esse momento AMIGO. Enfim, depois de quase uma semana apagando e reescrevendo o que eu podia falar sobre voc\u00ea, essa \u00e9 uma pequena parcela da nossa conviv\u00eancia amore. Pensei em colocar fotos aqui (mais confesso que o tempo estava corrido e procurar fotos seria uma complica\u00e7\u00e3o j\u00e1 que n\u00e3o sou a menina digital, e hoje tudo \u00e9 assim), mas para quem acha que uma imagem fala mais que mil palavras sigam nossas redes e nossos trabalhos que assim entender\u00e3o mais e melhor esse hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong><em>PS: Ludymilla Santiago<br>(vou cobrar viu)<\/em><\/strong><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"--col-width:5%;flex-basis:5%\"><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-kadence-spacer aligncenter kt-block-spacer-_719787-fe\"><div class=\"kt-block-spacer kt-block-spacer-halign-center\" style=\"height:25px\"><hr class=\"kt-divider\" style=\"border-top-color:#eee;border-top-width:1px;width:80%;border-top-style:solid\"\/><\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"--col-width:25%;flex-basis:25%\"><style id=\"kt-blocks_c0e94d-9e\">.kt-svg-icons_c0e94d-9e .kt-svg-item-0:hover .kt-svg-icon {color:#0F8B8D!important;}<\/style>\n<div class=\"wp-block-kadence-icon kt-svg-icons kt-svg-icons_c0e94d-9e alignnone\" style=\"text-align:center\"><div class=\"kt-svg-style-default kt-svg-icon-wrap kt-svg-item-0\"><a href=\"https:\/\/ceam.cdtc.unb.br\/index.php\/historias-cruzadas\/hcpg14-bernardo_motala\/\" class=\"kt-svg-icon-link\"><div style=\"display:inline-flex;justify-content:center;align-items:center;color:#444444\" class=\"kt-svg-icon kt-svg-icon-fe_arrowLeftCircle\"><svg style=\"display:inline-block;vertical-align:middle\" viewbox=\"0 0 24 24\" height=\"50\" width=\"50\" fill=\"none\" stroke=\"currentColor\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" stroke-width=\"2\" stroke-linecap=\"round\" stroke-linejoin=\"round\"><title>P\u00e1gina Anterior<\/title><circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"10\"><\/circle><polyline points=\"12 8 8 12 12 16\"><\/polyline><line x1=\"16\" y1=\"12\" x2=\"8\" y2=\"12\"><\/line><\/svg><\/div><\/a><\/div><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"--col-width:50%;flex-basis:50%\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"--col-width:25%;flex-basis:25%\"><style id=\"kt-blocks_e51fb2-60\">.kt-svg-icons_e51fb2-60 .kt-svg-item-0:hover .kt-svg-icon {color:#0F8B8D!important;}<\/style>\n<div class=\"wp-block-kadence-icon kt-svg-icons kt-svg-icons_e51fb2-60 alignnone\" style=\"text-align:center\"><div class=\"kt-svg-style-default kt-svg-icon-wrap kt-svg-item-0\"><a href=\"https:\/\/ceam.cdtc.unb.br\/index.php\/historias-cruzadas\/hcpg16-celia-xakriaba\/\" class=\"kt-svg-icon-link\"><div style=\"display:inline-flex;justify-content:center;align-items:center;color:#444444\" class=\"kt-svg-icon kt-svg-icon-fe_arrowRightCircle\"><svg style=\"display:inline-block;vertical-align:middle\" viewbox=\"0 0 24 24\" height=\"50\" width=\"50\" fill=\"none\" stroke=\"currentColor\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" stroke-width=\"2\" stroke-linecap=\"round\" stroke-linejoin=\"round\"><title>Pr\u00f3xima P\u00e1gina<\/title><circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"10\"><\/circle><polyline points=\"12 16 16 12 12 8\"><\/polyline><line x1=\"8\" y1=\"12\" x2=\"16\" y2=\"12\"><\/line><\/svg><\/div><\/a><\/div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bernardo Mota &#8211; CARTA DE UMA \u2026 <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":77,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-500","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/memoria.ceam.unb.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/500","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/memoria.ceam.unb.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/memoria.ceam.unb.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoria.ceam.unb.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoria.ceam.unb.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=500"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/memoria.ceam.unb.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/500\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":592,"href":"https:\/\/memoria.ceam.unb.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/500\/revisions\/592"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoria.ceam.unb.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/77"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/memoria.ceam.unb.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=500"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}