{"id":685,"date":"2021-09-22T18:29:25","date_gmt":"2021-09-22T21:29:25","guid":{"rendered":"https:\/\/ceam.cdtc.unb.br\/index.php\/historias-cruzadas\/hcpg15_bernardo_mota_lscarta-2\/"},"modified":"2021-09-26T17:50:08","modified_gmt":"2021-09-26T20:50:08","slug":"hcpg34_edileuza_penha_egcarta","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/memoria.ceam.unb.br\/index.php\/historias-cruzadas\/hcpg34_edileuza_penha_egcarta\/","title":{"rendered":"hcpg34_edileuza_penha_EGcarta"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"27\" src=\"https:\/\/ceam.cdtc.unb.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/cabecalho02_historias_cruzadas-1024x27.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-554\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<style id=\"kt-blocks_e6a06f-69\">#kt-adv-heading_e6a06f-69, #kt-adv-heading_e6a06f-69 .wp-block-kadence-advancedheading, .wp-block-kadence-advancedheading.kt-adv-heading_e6a06f-69[data-kb-block=\"kb-adv-heading_e6a06f-69\"], .kadence-advanced-heading-wrapper .kt-adv-heading_e6a06f-69[data-kb-block=\"kb-adv-heading_e6a06f-69\"]{text-align:center;color:#167abe;}<\/style>\n<h5 class=\"kt-adv-heading_e6a06f-69 wp-block-kadence-advancedheading\" data-kb-block=\"kb-adv-heading_e6a06f-69\">Edileuza Penha &#8211; CARTA DE UMA AMIGA por Elen C. Geraldes<\/h5>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"--col-width:5%;flex-basis:5%\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"--col-width:115%;flex-basis:115%\">\n<p>A funda\u00e7\u00e3o da Universidade de Bras\u00edlia foi inspirada em uma utopia: a de que o conhecimento pode ser constru\u00eddo coletivamente, pode romper com muros e grades, e pode dialogar com saberes que est\u00e3o fora do mundo acad\u00eamico. An\u00edsio Teixeira e Darcy Ribeiro defendiam uma universidade transgressora, pulsante, criativa e, sobretudo, transformadora.<\/p>\n\n\n\n<p>A UnB tem muito a ver com Bras\u00edlia. Ambas nascem de um sonho e seu DNA \u00e9 constitu\u00eddo pela integra\u00e7\u00e3o e pela troca. Tamb\u00e9m t\u00eam em comum uma certa incompletude, a ideia de projeto inacabado, em permanente constru\u00e7\u00e3o, contando com o protagonismo de quem as adota como casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Homenagear Edileuza Penha \u00e9 honrar a voca\u00e7\u00e3o da UnB, a voca\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia. Nascida no Esp\u00edrito Santo, essa mulher negra trabalhou e estudou desde muito cedo. Para ler os livros que sempre apreciou, teve de perder horas de sono, dormir tarde, acordar cedo, diminuir o descanso nos fins de semana. E assim, nessa mescla de trabalho e estudo, concluiu a gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria na Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo, o mestrado em Educa\u00e7\u00e3o na Universidade do Estado da Bahia e o doutorado, tamb\u00e9m em Educa\u00e7\u00e3o, na UnB, em 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>A chegada em Bras\u00edlia, para acompanhar o marido, no in\u00edcio dos anos 2000, coincidiu com o aprofundamento das pesquisas sobre cinema negro, a tem\u00e1tica de sua tese de doutorado. Em busca de aprofundamento, foi aluna da Escola Internacional de Cinema, de Cuba. Metodologicamente, Edileuza rompia com o distanciamento entre pesquisadora e objeto de estudo, t\u00e3o defendida em uma perspectiva positivista. Ela se assumiu uma estudiosa impregnada de seu objeto, o cinema negro realizado por mulheres negras de forma colaborativa e criativa. Nessa rela\u00e7\u00e3o em que olhava para o objeto desde dentro \u2013 e n\u00e3o de fora, como costumam ser as pesquisas sobre a produ\u00e7\u00e3o negra de cinema \u2013 consolidava-se como cineasta, diretora dos bel\u00edssimos document\u00e1rios Mulheres de Barro e Filhas de Lavadeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, Edileuza Penha realizou v\u00e1rias consultorias para o MEC sobre educa\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais e educa\u00e7\u00e3o quilombola, dentre outros temas, atuando como pesquisadora e tutora. Sempre foi professora, sempre se sentiu instigada por quest\u00f5es ligadas ao ensino-aprendizagem e lecionou voluntariamente, por mais de 10 anos, as disciplinas de extens\u00e3o da UnB \u201cPensamento negro contempor\u00e2neo\u201d e \u201c Etnologia visual da imagem do negro no cinema\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao lado dessa trajet\u00f3ria de muita produ\u00e7\u00e3o intelectual, Edileuza criava uma fam\u00edlia.Teve dois filhos biol\u00f3gicos, ajudou a criar os dois filhos do primeiro casamento do esposo, e adotou outros dois, entre eles um adulto. Sua presen\u00e7a calma e reflexiva sem d\u00favida teve muita influ\u00eancia no amor aos estudos que esses quatro rapazes e duas mo\u00e7as demonstraram.<\/p>\n\n\n\n<p>Claro que n\u00e3o foi f\u00e1cil. Edileuza almejava se tornar professora efetiva na universidade, o que ainda n\u00e3o aconteceu. Mas continua escrevendo artigos, dirigindo filmes e realizando cursos, ao lado da atividade remunerada como professora substituta do Instituto Federal de Bras\u00edlia. O feij\u00e3o e o sonho, ou o feij\u00e3o com o sonho. Ama lecionar e inspirar jovens, sobretudo meninas negras, a afirmarem a pr\u00f3pria voz.<\/p>\n\n\n\n<p>Tive a honra de conhecer Edileuza em 2018. Fui sua supervisora de p\u00f3s-doutoramento em um projeto sobre a recep\u00e7\u00e3o do filme Caf\u00e9 com Canela. Mais do que uma rela\u00e7\u00e3o professora-aluna, foi um encontro de mentes e cora\u00e7\u00f5es, de vis\u00f5es de mundo. Sou uma professora da Faculdade de Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade de Bras\u00edlia que sempre se preocupou com o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e aos meios de comunica\u00e7\u00e3o, constitu\u00eddo por quest\u00f5es \u00e9ticas, mas tamb\u00e9m por quest\u00f5es pol\u00edticas e culturais. Eu pesquiso o que ela pratica.<\/p>\n\n\n\n<p>Edileuza me inspira por suas tem\u00e1ticas de pesquisa em interlocu\u00e7\u00e3o com sua vida, por falar sobre cinema em um lugar de fala t\u00e3o fundamental e por nunca desistir. Como a UnB, como Bras\u00edlia, ela representa um conhecimento que pode ser muito transgressor, ao romper com hist\u00f3ricas rela\u00e7\u00f5es de opress\u00e3o, sem nunca perder a ternura.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Profa. Dra. Elen Cristina Geraldes \u2013 Faculdade de Comunica\u00e7\u00e3o, curso de Comunica\u00e7\u00e3o Organizacional, da Universidade de Bras\u00edlia.<\/em><\/strong><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"--col-width:5%;flex-basis:5%\"><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-kadence-spacer aligncenter kt-block-spacer-_719787-fe\"><div class=\"kt-block-spacer kt-block-spacer-halign-center\" style=\"height:25px\"><hr class=\"kt-divider\" style=\"border-top-color:#eee;border-top-width:1px;width:80%;border-top-style:solid\"\/><\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"--col-width:25%;flex-basis:25%\"><style id=\"kt-blocks_c0e94d-9e\">.kt-svg-icons_c0e94d-9e .kt-svg-item-0:hover .kt-svg-icon {color:#0F8B8D!important;}<\/style>\n<div class=\"wp-block-kadence-icon kt-svg-icons kt-svg-icons_c0e94d-9e alignnone\" style=\"text-align:center\"><div class=\"kt-svg-style-default kt-svg-icon-wrap kt-svg-item-0\"><a href=\"https:\/\/ceam.cdtc.unb.br\/index.php\/historias-cruzadas\/hcpg33_edileuza_penhair\/\" class=\"kt-svg-icon-link\"><div style=\"display:inline-flex;justify-content:center;align-items:center;color:#444444\" class=\"kt-svg-icon kt-svg-icon-fe_arrowLeftCircle\"><svg style=\"display:inline-block;vertical-align:middle\" viewbox=\"0 0 24 24\" height=\"50\" width=\"50\" fill=\"none\" stroke=\"currentColor\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" stroke-width=\"2\" stroke-linecap=\"round\" stroke-linejoin=\"round\"><title>P\u00e1gina Anterior<\/title><circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"10\"><\/circle><polyline points=\"12 8 8 12 12 16\"><\/polyline><line x1=\"16\" y1=\"12\" x2=\"8\" y2=\"12\"><\/line><\/svg><\/div><\/a><\/div><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"--col-width:50%;flex-basis:50%\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"--col-width:25%;flex-basis:25%\"><style id=\"kt-blocks_e51fb2-60\">.kt-svg-icons_e51fb2-60 .kt-svg-item-0:hover .kt-svg-icon {color:#0F8B8D!important;}<\/style>\n<div class=\"wp-block-kadence-icon kt-svg-icons kt-svg-icons_e51fb2-60 alignnone\" style=\"text-align:center\"><div class=\"kt-svg-style-default kt-svg-icon-wrap kt-svg-item-0\"><a href=\"https:\/\/ceam.cdtc.unb.br\/index.php\/historias-cruzadas\/hcpg35_fabio_felix-2\/\" class=\"kt-svg-icon-link\"><div style=\"display:inline-flex;justify-content:center;align-items:center;color:#444444\" class=\"kt-svg-icon kt-svg-icon-fe_arrowRightCircle\"><svg style=\"display:inline-block;vertical-align:middle\" viewbox=\"0 0 24 24\" height=\"50\" width=\"50\" fill=\"none\" stroke=\"currentColor\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" stroke-width=\"2\" stroke-linecap=\"round\" stroke-linejoin=\"round\"><title>Pr\u00f3xima P\u00e1gina<\/title><circle cx=\"12\" cy=\"12\" r=\"10\"><\/circle><polyline points=\"12 16 16 12 12 8\"><\/polyline><line x1=\"8\" y1=\"12\" x2=\"16\" y2=\"12\"><\/line><\/svg><\/div><\/a><\/div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Edileuza Penha &#8211; CARTA DE UMA \u2026 <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":77,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-685","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/memoria.ceam.unb.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/685","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/memoria.ceam.unb.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/memoria.ceam.unb.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoria.ceam.unb.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoria.ceam.unb.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=685"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/memoria.ceam.unb.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/685\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1191,"href":"https:\/\/memoria.ceam.unb.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/685\/revisions\/1191"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/memoria.ceam.unb.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/77"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/memoria.ceam.unb.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=685"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}